BLOG VELHO

29 Março, 2008

Flores

Arquivado em: textos meus — Junior @ 10:56 pm

Eu adoro mandar flores.

Mas às vezes me pergunto: Por quê?

Vejam bem, a história de flores como presente é um pouco nojenta. Acontece que na idade média, banho não era uma coisa muito comum. As mulheres carregavam bouquês de flores nos casamentos, para disfarçar o mau cheiro. Pelo mesmo motivo, cheiro (ou fedor), criou-se o costume de flores em velórios. Parece lógico né?

Bem, eu tomo banho. E até onde eu sei, não cheiro tão mal. Além disso, prefiro mandar as flores, do que levá-las.  Então, por quê?

Acredito que ao longo dos séculos, o ato de disfarçar o mau cheiro foi perdendo espaço, mas algum florista marketeiro teve o brilhantismo de ligar as flores ao casamento. Não existe casamento sem flores. E não existe mulher que não quer casar. Elas até disfarçam, mas todas querem. Ou queriam, até o início do século passado.

Ok, mas eu não sou mulher. A pergunta continua. Por quê?

 Nas últimas décadas, a revolução sexual simplesmente não parou. As mulheres estão cada vez mais independentes, e, com seu intelecto superior (sim, mas isso é assunto pra outro dia), logo não vão mais precisar dos homens.

Hoje, para a continuidade da espécie, as mulheres só precisam do nosso esperma. Cinco minutos. Dois, ou até menos, para alguns caras. O resto, elas resolvem sozinhas.

Talvez eu goste de mandar flores porque gosto de mulheres que querem receber flores. Mulheres que queiram, mesmo que por alguns segundos, demonstrar que ainda são o sexo frágil. Que ainda precisam do provedor.

Talvez eu queira casar, ter 3 filhos (é o que cabe no carro), um cachorro (maior que um gato grande, menor que um cavalo pequeno), morar em uma casa grande, com um gramado e uma cerca branca.

Ou não.

O Corpo Feminino

Arquivado em: textos meus — Junior @ 10:21 pm

O corpo feminino fala por si só. É cheio de sinais, de dicas. Claro que nem todos enxergam.

Feliz é o homem que sabe ler  essas máquinas cheias de mistério.

Alguns olham peitos, bundas, barrigas. Coitados. Estão longe de conhecer sobre a mulher.

Sou um iniciante, mas já sei algumas artimanhas. Cada milímetro do corpo de uma mulher mostra um pouco do que ela realmente é. Claro que peitos, bundas, barrigas fazem parte deste universo. Mas por serem tão óbvias, são as primeiras partes a usarem máscaras.

O cotovelo, por exemplo. O cotovelo fala muito sobre a mulher. Liso, hidratado, sem marcas. Indica cuidado, capricho, minimalismo. Áspero, ressecado, com pequenas cicatrizes, pode indicar exatamente o contrário.

Uma mulher de cotovelos bem cuidados será uma boa esposa. Cuidará bem dos filhos, os terá sempre alinhados e educados. Aposto que serão bons alunos, com a ajuda e o esmero da mãe.

Não que cotovelos russos indiquem uma má mãe. Longe disso. Mas eles não garantem nada.

Garantem talvez uma mulher aventureira. No bom sentido do adjetivo. Uma mulher que não se atém a cuidados das partes menores de seu corpo, topa qualquer aventura. Que tal acampar na praia, ou escalar os cânions? Ela topa. E, melhor, não vai ficar reclamando a falta de conforto.

Não existem cotovelos, ou mulheres, bons ou ruins. Depende do que estamos procurando.

Vejam o quão complexo pode ser um cotovelo.

Imaginem os joelhos. Um dia, eu desvendo-lhes.

Enquanto isso mulheres, olhem seus cotovelos. Pensem. Que imagem vocês querem passar?

Paloma

Arquivado em: textos meus — Junior @ 8:27 pm
Neura era o nome de batismo. Feia, mas feia mesmo. Me arrisco a dizer que fora a mais feia de todos os tempos. Nunca vou me esquecer daquele verão. Mulheres bonitas passam, as feias marcam. Afinal de contas, ser feia é tão importante, que um dia até as bonitas ficam feias. Inevitavelmente.Precisávamos, nós guris, tornar o verão da Neura tão inesquecível quanto ela tornara o nosso. E melhor maneira que encontramos para aprazê-la, e, por tabela, folgar em um “bonito”, foi fazê-la ficar com o então “Rei da Praia”.

Era preciso convencer o dito cujo de que ela era bonita. Mas como?

Passo 1: não mostra-la. Em hipótese alguma, nosso projeto de galã poderia saber de quem se tratava. O banco de trás de um gol bolinha, 99, único dono, ótimo estado, tapado de insulfilm foi o lugar escolhido para esconde-la.

Passo 2: Conversar com o cara, “fazer os lados”, como dizíamos. Mas era impossível convencer um cara daqueles a ficar com uma guria de nome Neura. Precisávamos de um novo nome. Eis que, a própria, de súbito, sugeriu: Paloma.

Não que Paloma seja um nome bonito. Há quem diga que é nome de moças do baixo meretrício. Também não é pra tanto. Um nome diferente, que, a partir daquele momento, precisávamos acreditar ser um nome de Deusa. Só quando se acredita na mentira, ela soa verdadeira.

Convencemos o dito cujo de que Paloma era mais uma daquelas gringas de pernas longilíneas, com o ossinho do tornozelo aparecendo, panturrilhas firmes e definidas, coxas grossas e lisas…. achou, o coitado, que era daquelas de barriga côncava, dourada, com um umbiguinho só como ponto de referência, ornado por um piercing de pedrinha. Ah, os piercings de pedrinha…..

Acreditou, coitado, que tinha belos e rijos seios, redondos, do tamanho exatos de suas mãos, como dois maduros melões papaia. Pensou ainda que tinha lindos e lisos braços, cotovelos macios, e ombros alinhados.O rosto seria de cinema. Imaginou-a com cabelos lisos, longos e dourados, como é de se esperar de uma mulher dessas.
Afinal, o que esperar de uma mulher chamada Paloma? Deveria ser uma Deusa.
Tão Deusa que estava escondida dos demais mortais, a sua espera, na carruagem do amor. Pura, como toda Deusa, havera se encantado diante dos dotes de nosso rei. E, agora, clamava por sua presença, por seus carinhos.
Atirou-se como um leão faminto em uma zebra “bocaberta”.

Esperando uma Paloma, encontrou uma Neura.

Mas, como dizia o sábio. “Ta no inferno? Abraça o diabo.”

E ele fez mais. Não contente em abraçar, beijou, apalpou, apertou.

Por essas e por outras, pode-se chamá-lo de macho. Porque pegar as bonitas, as Palomas, até viado pega. Mas pra encarar os demonios, as Neuras, tem que ser HOmem, com H e O maísculos.

Dando Crédito

Arquivado em: textos meus — Junior @ 8:03 pm

Se na vida que é a vida, nada se cria, imaginem nesse singelo blog.

Aqui, tudo se copia. Ta, algumas vezes eu crio. Mas baseando-me em fatos reais. Ou não tão reais. Enfim.

Então, caso alguma coisa que aqui for postada lhe parecer familiar, sim, você já leu ou ouviu isto antes.

Melhor assumir logo.

Agora vai

Arquivado em: textos meus — Junior @ 7:48 pm

Acho que agora vai!!!

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