Eu adoro mandar flores.
Mas às vezes me pergunto: Por quê?
Vejam bem, a história de flores como presente é um pouco nojenta. Acontece que na idade média, banho não era uma coisa muito comum. As mulheres carregavam bouquês de flores nos casamentos, para disfarçar o mau cheiro. Pelo mesmo motivo, cheiro (ou fedor), criou-se o costume de flores em velórios. Parece lógico né?
Bem, eu tomo banho. E até onde eu sei, não cheiro tão mal. Além disso, prefiro mandar as flores, do que levá-las. Então, por quê?
Acredito que ao longo dos séculos, o ato de disfarçar o mau cheiro foi perdendo espaço, mas algum florista marketeiro teve o brilhantismo de ligar as flores ao casamento. Não existe casamento sem flores. E não existe mulher que não quer casar. Elas até disfarçam, mas todas querem. Ou queriam, até o início do século passado.
Ok, mas eu não sou mulher. A pergunta continua. Por quê?
Nas últimas décadas, a revolução sexual simplesmente não parou. As mulheres estão cada vez mais independentes, e, com seu intelecto superior (sim, mas isso é assunto pra outro dia), logo não vão mais precisar dos homens.
Hoje, para a continuidade da espécie, as mulheres só precisam do nosso esperma. Cinco minutos. Dois, ou até menos, para alguns caras. O resto, elas resolvem sozinhas.
Talvez eu goste de mandar flores porque gosto de mulheres que querem receber flores. Mulheres que queiram, mesmo que por alguns segundos, demonstrar que ainda são o sexo frágil. Que ainda precisam do provedor.
Talvez eu queira casar, ter 3 filhos (é o que cabe no carro), um cachorro (maior que um gato grande, menor que um cavalo pequeno), morar em uma casa grande, com um gramado e uma cerca branca.
Ou não.